O Operário em Construção - Vinícius de Moraes
1º. MAIO
Há Maio em cada rosto
em cada olhar
que passa pelo asfalto da Avenida
Há Maio em cada braço
que se ergue
há Maio em cada corpo em cada vida
Há Maio em cada voz
que se levanta
há Maio em cada punho que se estende
há Maio em cada passo
que se anda
há Maio em cada cravo que se vende
Há Maio em cada verso
que se canta
há Maio em cada uma das canções
há Maio que se sente
e contagia
no sorriso feliz das multidões
Há Maio nas bandeiras
que flutuam
e mancham de vermelho
o céu de anil
Há Maio de certeza
em cada peito
que sabe respirar o ar de Abril
Mas há Maio sobretudo
no poema
que se escreve sem ler o dicionário
porque Maio há-de ser
mais do que um grito
porque Maio é ainda necessário
Canto Maio e se canto
logo existo
que o meu canto de Maio é solidário
com o canto que escuto
e em que medito
e que sai da boca do operário
(Fernando Peixoto)
*
Parem as rotativas!
Parem as rotativas!
morreu um ator
não, não daqueles que encenam em novelas
mas sim, o intérprete de sua própria história
aquele que encara a dura realidade das favelas
ele era um trabalhador
Parem as rotativas!
morreu um escultor
não, não daqueles que esculpem mentiras
mas sim, o operário que produz a vida material
aquele que o seu próprio suor respira
ele era um trabalhador
Parem as rotativas!
morreu um cantor
não, não daqueles que vivem de assédio
mas sim, mais uma voz que queria ser
ouvida aquele que via na luta o seu remédio
era um de nós, um trabalhador
Vinni Corrêa
em cada olhar
que passa pelo asfalto da Avenida
Há Maio em cada braço
que se ergue
há Maio em cada corpo em cada vida
Há Maio em cada voz
que se levanta
há Maio em cada punho que se estende
há Maio em cada passo
que se anda
há Maio em cada cravo que se vende
Há Maio em cada verso
que se canta
há Maio em cada uma das canções
há Maio que se sente
e contagia
no sorriso feliz das multidões
Há Maio nas bandeiras
que flutuam
e mancham de vermelho
o céu de anil
Há Maio de certeza
em cada peito
que sabe respirar o ar de Abril
Mas há Maio sobretudo
no poema
que se escreve sem ler o dicionário
porque Maio há-de ser
mais do que um grito
porque Maio é ainda necessário
Canto Maio e se canto
logo existo
que o meu canto de Maio é solidário
com o canto que escuto
e em que medito
e que sai da boca do operário
(Fernando Peixoto)
*
Parem as rotativas!
Parem as rotativas!
morreu um ator
não, não daqueles que encenam em novelas
mas sim, o intérprete de sua própria história
aquele que encara a dura realidade das favelas
ele era um trabalhador
Parem as rotativas!
morreu um escultor
não, não daqueles que esculpem mentiras
mas sim, o operário que produz a vida material
aquele que o seu próprio suor respira
ele era um trabalhador
Parem as rotativas!
morreu um cantor
não, não daqueles que vivem de assédio
mas sim, mais uma voz que queria ser
ouvida aquele que via na luta o seu remédio
era um de nós, um trabalhador
Vinni Corrêa

Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirHoje 1º. Maio, nunca é demais relembrar o ano 1886 vivido em Chicago EUA.
ResponderExcluirSalários de miséria, trabalho de escravidão que se estendiam até 17 horas diárias eram comuns nas indústrias da Europa e dos Estados Unidos no final do século XVIII e durante o século XIX.
Se hoje existem direitos foi "graças" a muito sangue derramado.
Pensemos nisso!
Legal o seu blog, argentina brasileira. Mas, me perdoe por dizer, o seu portuñol é péssimo... não há um pingo de espanhol nos seus textos que li aqui!
ResponderExcluirVai em frente, estarei logo atrás, de olho no que você postar.
...traigo
ResponderExcluirsangre
de
la
tarde
herida
en
la
mano
y
una
vela
de
mi
corazón
para
invitarte
y
darte
este
alma
que
viene
para
compartir
contigo
tu
bello
blog
con
un
ramillete
de
oro
y
claveles
dentro...
desde mis
HORAS ROTAS
Y AULA DE PAZ
TE SIGO TU BLOG
CON saludos de la luna al
reflejarse en el mar de la
poesía...
AFECTUOSAMENTE
RO
ESPERO SEAN DE VUESTRO AGRADO EL POST POETIZADO DE BLADE RUUNER ,CHOCOLATE, EL NAZARENO- LOVE STORY,- Y- CABALLO, .
José
ramón...
Primeira visita ao seu blog. E, ainda que maio já não seja, atéee por eu ter nascido nesse mes, deixo meu carinho e fervor pelo suor bendito do trabalhador.
ResponderExcluirAbraço carinhoso!
Olá, Ro...
ResponderExcluirNavegando pela internet, me deparei com seu Blog.
Muito bom mesmo... Parabéns!
Queria só de cumprimentar mesmo pelo trabalho, suas idéias e seu bom gosto...
Estou te seguindo.
Saudações,
EDU (http://edurjedu.blogspot.com)
Lindas poesias bjão
ResponderExcluir